quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Nomes de escritores portugueses em quase todas as letras do alfabeto

Alguns alunos da turma do 12º C2 tiveram a curiosidade de pesquisar sobre nomes de escritores e poetas portugueses e encontraram autores em quase todas as letras do alfabeto.
Trata-se, sem dúvida, de uma curiosidade a registar para se confirmar que Portugal é um país cujo terreno é fértil para o desabrochar de talentos.
A lista é extensa. Certamente que alguns nomes serão familiares aos leitores.



Agustina Bessa Luís
Albano Martins
Alexandre Herculano
Almeida Garrett
Alves Redol
Ana Luísa Amaral
Ana Maria Magalhães
Antero de Quental
António Botto
António Gedeão
António Gomes Leal
António Lobo Antunes
António Nobre
António Ramos Rosa
António Vieira
Aquilino Ribeiro
Alves Redol
Augusto Abelaira
Batista Bastos
Bernardim Ribeiro
Bernardo Santareno 
Branquinho da Fonseca
Bulhão Pato
Camilo Castelo Branco
Camilo de Pessanha
Carlos de Oliveira
Carlos Malheiro Dias
Cesário Verde
Cristóvão Falcão
David Mourão Ferreira
Duarte Galvão
Dulce Maria Cardoso
Eça de Queirós
Eugénio de Andrade
Fernando Carita
Fernando Namora
Fernando Pessoa
Fernão Lopes
Fernão Mendes Pinto
Ferreira de Castro
Fialho de Almeida
Florbela Espanca
Gabriel Pereira de Castro
Garcia de Resende
Gil Vicente
Hélder Macedo
Henrique Belford Correia da Silva
Henrique Lopes de Mendonça
Herberto Hélder
Inácio Pizarro de Morais Sarmento
Irene Lisboa
Isabel Alçada
Isabel do Carmo
Jorge de Sena
José Cardoso Pires
José de Almada Negreiros
José Gomes Ferreira
José Jorge Letria
José Luís Peixoto
José Régio
José Rodrigues dos Santos
José Rodrigues Migueis
José Saramago
José Gomes Ferreira
José Rodrigues Miguéis
Júlio Dantas
Júlio Dinis
Lídia Jorge
Luís Vaz de Camões
Luísa Costa Gomes
Luís de Sttau Monteiro
Luísa Costa Gomes
Manuel Alegre
Manuel da Fonseca
Manuel Maria Barbosa du Bocage 
Manuel da Silva Ramos
Maria Alberta Meneres  
Maria Judite de Carvalho
Maria Teresa Maia Gonzalez 
Maria Velho da Costa
Mário Dionísio
Mário de Sá Carneiro
Mário Zambujal 
Matilde Rosa Araújo
Miguel Esteves Cardoso
Miguel Sousa Tavares
Miguel Torga
Natália Correia
Natália Nunes
Natércia Freire
Nuno Júdice
Nuno Rebocho
Olavo d`Eça Leal
Orlando da Costa
Orlando Neves
Pedro Paixão
Pinheiro Chagas
Possidónio Cachapa
Ramalho Ortigão
Raul Brandão
Ruy Belo
Sebastião da Gama
Sidónio Muralha
Soeiro Pereira Gomes
Sophia de Mello de Breyner Andresen 
Teófilo Braga
Teolinda Gersão
Teixeira de Pascoaes
Teolinda Gersão 
Tomás António Gonzaga
Urbano Tavares Rodrigues
Urbano de Mendonça Dias
Urbano José de Sousa Loureiro
Valter Hugo Mãe
Vasco de Graça Moura
Vasco de Lima Couto
Virgílio Ferreira
Vitorino Nemésio 

E tantos outros...

Afonso Baptista, Eva Ferreira, Inês Martins, 12º C2 (Ano letivo de 2018-2019)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

DO CACÉM PARA O MUNDO




Hoje é sexta-feira, faltam dez minutos para as oito da manhã e estou a caminho da escola. Sopra um vento frio e cortante. Desço o viaduto que me separa do Cacém. Esta rua, batizada com o nome de Luís Lázaro Zamenhof, criador do Esperanto, tal como ele tem a intenção de juntar extremos, sendo o elo de ligação entre dois lados.
A ponte, pintada de vermelho, dá-me uma perfeita visão não só do IC-19 (outro destes "elos de ligação"), por onde os carros passam, mas também de uma boa parte dos prédios variadíssimos que compõem o cenário da cidade. Vislumbram-se prédios velhos e escurecidos pelo tempo, mas também prédios em melhor estado, autênticos titãs de tijolo e de betão armado. Por detrás de cada uma das janelas, esconde-se uma vida, uma história, uma ideia, um pensamento, memórias... As memórias de quem não conheço (por exemplo dos que se erguem no quinto andar, por cima do Centro Comercial Satélite, ou no primeiro andar, mesmo em frente da estação dos comboios) passam-me pela cabeça e, de repente, imagino-me uma dessas pessoas. Os prédios têm sete, oito, nove, dez andares, mas, para mim, é como se tivessem cento e vinte, pois o conteúdo que se oculta por detrás das suas fachadas nunca poderá ser captado por qualquer livro, narração, comentário ou instantâneo fotográfico.
Daqui até ao cimo da Avenida dos Bons Amigos, a arquitetura é dominada pela irregularidade de desenhos dos edifícios e do tipo de casas comerciais que aí se alojam. Mercearias étnicas, pastelarias, lojas de conveniência, tabacarias, papelarias, quiosques, cabeleireiros, oculistas, agências de viagens, bijuterias, bazares, ourivesarias, lojas de penhores, consultórios médicos, dentistas, prontos-a-vestir e sapatarias ladeiam as ruas da grande baixa cacenense, desde o cimo do Mercado Municipal (agora branco, mas ainda "amarelo" nas nossas memórias) até à área de serviço ao cimo da Avenida dos Bons Amigos e à rotunda dos Quatro Caminhos.
Agora que já estou junto à rotunda, passo sobre a Ribeira das Jardas, nome dado à ribeira de Barcarena. Vejo um pato a nadar sobre a água e detenho-me na contemplação de dois senhores de idade, sentados em bancos, frente a frente, lendo o jornal do dia e falando sobre algo que só conseguiria compreender se estivesse junto deles. Uma mulher empurrando um carrinho de bebé passa no jardim, em direção à estação, contornando a rotunda que ladeia a velha ribeira. Todos nós somos água (setenta por cento) e o Cacém é prova disso, construído junto a esta ribeira antigamente tão importante para a economia local e agora um belo local de passagem.
Atravesso a estrada com o sinal vermelho (tradição nova-iorquina, embora eu more no Cacém), pensando na maravilha de haver uma margem de erro para peões e condutores, neste grande centro populacional com uma organizada regulação do tráfego. Encaminho-me para a escola, por debaixo do caminho-de-ferro onde se cruzam comboios vindos de Sintra para Lisboa ou de Lisboa para Sintra, e, ocasionalmente, com destino para as Caldas da Rainha, Figueira da Foz, Coimbra ou um pouco mais além.
O Cacém, tal como a rua Luís Lázaro Zamenhof ou o IC-19, é também um elo de ligação, neste caso entre a fantasia romântica e parada no tempo da vila de Sintra e o resto do Mundo para onde se pode viajar a partir de Lisboa, apanhando os seus comboios, autocarros, elétricos, aviões, paquetes e cruzeiros. Quando passo junto à linha dos comboios, penso quão fácil é sair do Cacém e, simultaneamente, quão difícil é expulsá-lo de mim, porque, para mim, esta cidade é tudo.
No fundo, também passar no Cacém é ficar e sair do Cacém. Confluência de culturas e gerações - senhoras muito idosas à porta da papelaria, vendo as capas das revistas e conversando, pais e mães à espera de ser atendidas no centro de saúde, com bebés ao colo que choram sem saber porquê, jovens que veem algo no telemóvel, distraidamente, encaminhando-se para a estação, pessoas com auscultadores nos ouvidos, tentando abafar o ruído -, o Cacém é um caldeirão onde todos influenciam e são influenciados, contactando, mesmo involuntariamente, com costumes radicalmente diferentes dos seus.
Subo, agora, a Avenida dos Bons Amigos e vejo quatro autocarros brancos e azuis, seguindo o seu percurso, carregados de gente.  Chegados ao cimo da Avenida, cada um deles vira na rotunda, para um sentido diferente, rumo a um outro destino, seja ele Belas, Belém, Cascais, Oeiras, Algés ou Porto Salvo. Concluo que, no Cacém, também cada pessoa que vejo na rua tem um sentido diferente, um destino diferente, ideias diferentes, pensamentos diferentes e, por isso, esta terra é mais peculiar do que qualquer outra metrópole. O Cacém não é cosmopolita, não é limpo, não é meticuloso nem escrupuloso nem seguro, mas é único, diferente, simultaneamente urbano e rural, podendo-se ouvir mochos piar, crocitar, e grilos cricrilar, por detrás do som do trânsito e da vozearia das pessoas.
Viro, agora, para a escola, seguindo uma rua por onde descem e sobem pessoas. Normalmente, faço todo este percurso com música de fundo, tentando abafar todo o som desagradável e o ruído branco que é característico do Cacém, mas hoje quero ouvir a mistura de línguas onde se cruzam o português, o crioulo, o mandarim, o ucraniano e tantas outras que não consigo identificar. Oiço sotaques de todo o lado, de toda a Lusofonia, do Norte, do Alentejo, do Brasil, de Cabo Verde, de Angola. Antes de dizer que Lisboa, onde se veem turistas de todos os recantos do mundo, é uma cidade global, digo que também o Cacém é uma cidade global.
No Cacém, moram pessoas oriundas de todos os recantos do mundo, que interagem entre si, por isso se identificam, na multidão, milhares e milhares de histórias de vida, origens e destinos que os transeuntes partilham entre si. Qualquer deambulante pode deparar-se, na mesma rua, com um restaurante onde se vende kebab ou outro onde se vende sushi e mesmo com igrejas de diferentes religiões. Lisboa é a experiência artificial do mundo sem se sair de Portugal, o Cacém é a experiência orgânica e natural.
O que vivo no Cacém, onde a confluência se entende com a globalidade, poderia, afinal, vivê-lo em Hong Kong, Hamburgo ou Londres. Não se trata de ser todo o mundo, mas de todo o mundo ser algo em mim. Posso ir a Edimburgo, a Paris, a Genebra, mas continuarei a ver o que vi no Cacém, a pensar o que pensei no Cacém. Sair do Cacém significaria sair do Mundo, deixar de ser humano.
Agora que entro na Escola Secundária Ferreira Dias, na Rua António Nunes Sequeira, e deparo com o reabilitado edifício azul, coabitando com os pavilhões mais antigos, o campo de jogos e o pavilhão gimnodesportivo, lanço-me na corrente de jovens dos doze aos dezanove anos, com mochilas às costas, e delineio a ambição de querer partir, conhecer outras paragens e conduzir a minha vida noutros locais.  
A Finlândia e a Noruega soam-me agradáveis, acenando-me com o sabor do frio, da neve e da chuva (dizem-me, até, que não sei apreciar o clima português), e atraem-me o Japão e a China, com as suas promessas de novas aprendizagens. Sabendo eu que, muito provavelmente não irei estar no Cacém daqui a cinquenta anos, quando voltar ao Cacém, regressarei, certamente, ao meu mundo e à minha realidade. Só aí, depois de viajar por todo o mundo, saberei que poderia ter visitado todos os lugares sem sair do Cacém.
Porque, no fundo, para mim, não há lugares como o lugar a que chamamos "casa", por muito mau que ele nos pareça.




                                                                              Pedro Vilão, 12º C3

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018


Mar Português


Mar português,
Tão grande como a imaginação,
Tanto abraças um humilde camponês
Como o nosso maior campeão.


Devolves e prendes para sempre
Todos os nossos marinheiros
Pois tu sempre cumpres
Os teus próprios desejos.


Mar irado e imprevisível,
Tantas juras deixaste por cumprir
Quem te conhece é-te fiel
Mar irado e cruel.

Ana Lúcia, 12º A2



Poema à maneira de Caeiro


Poema à maneira de Caeiro

Achas que pensas, mas não pensas,
Pois todos os pensamentos são sensações.
Sentes, achando que pensas,
Observas a Natureza e não a vês.


Basta o que sinto para me guiar,
As flores, as árvores, os frutos
Não os conheces senão os vires, senão os sentires,
Não basta para eles olhar, com esses olhos que procuram,
Pois, se procuras não encontras.
Se te deitares na relva, sabendo que o não sabes,
Serás feliz.


Não compliques o que sentes,
Pois, sem pensar,
Encontrarás quem és.



Poema escrito por:

 Ana Lúcia Nº1   12ºA2

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

RIO



Rio, rio que nasce e não morre,
Com essa água turva e límpida,
Sabes tu os meus segredos
Água suave e ríspida.

Sabes tu os meus segredos,
E todos os meus problemas.
Rio que nasce e não morre,
Senão na minha mente.

Transbordas e fazes falta,
Agarras e desprendes.
Só tu sabes o que penso,
Acho natural que não penses.

Poema escrito por:


 Ana Lúcia Nº1   12ºA2






Ver as crianças a brincar





Ver as crianças a brincar
E eu aqui para elas a olhar
Faz-me no tempo querer voltar
E a minha infância relembrar

São meras passagens
Recordações de momentos vividos
Nos olhos delas vejo mensagens
E nos rostos delas sorrisos

Brincadeiras sem fim
E uma vida  por viver
Ao olhar para elas lembro-me de mim
E no quão feliz eu era a correr

Restam apenas lembranças
Dos pequenos e grandes momentos
Todos nós já fomos crianças
E recordar isso mexe  com os meus sentimentos

Uma liberdade sem fim
Uma viagem na imaginação
O que a minha infância foi para mim
Não tem explicação!


Daniela Dinis, 12º A2


Poema da Infância



A nossa infância que foi
cheia de atribulações,
mas com heróis de capa branca
e outros tantos aos trambolhões.

Houve momentos de alegria
outros de chorar e gritar,
certos dias mais parecia 
que o mundo ia acabar.

No entanto não mudávamos nada
de tudo o que se passou,
pois cada passo mal dado
novas lições nos ensinou.

Poema escrito por:

Ana Lúcia, nº1   12ºA2
Shania Schultz nº18   12ºA2