terça-feira, 31 de maio de 2016

Jantar no Hotel Central teve Convidado de Honra

                 JANTAR NO HOTEL CENTRAL COM CONVIVADO DE HONRA

Um jantar acompanhado por vários membros da alta sociedade de Lisboa foi realizado, ontem, na sala de jantar do grande Hotel Central. Neste jantar, estiveram presentes Carlos da Maia, João da Ega, Jacob Cohen, Tomás de Alencar, Dâmaso Salcede e Craft.
O jantar foi dado em homenagem e para dar as boas-vindas ao banqueiro Jacob Cohen. Como entrada, foram servidas ostras, acompanhadas de um bom vinho francês.
Durante a refeição, surgiram vários temas de conversa, tendo-se falado, no início, sobre o “crime na Mouraria”. Em seguida os convivas discutiram literatura, tendo havido uma medição de forças entre Ega e Alencar, em que um dos cavalheiros defendia o realismo e o outro o romantismo.
Os amigos dividiam-se nas suas opiniões. Carlos opunha-se ao realismo. Depois de muita discussão sobre o assunto, Ega decidiu mudar o tema da conversa e fez uma pergunta a Cohen sobre a situação económica do país: “Então, Cohen, diga-nos você, conte-nos cá… O empréstimo faz-se ou não se faz? “ O grande tema de conversa deste jantar foi, realmente, sobre as finanças de Portugal. Cohen, que era o mais entendido neste assunto, informou que o país vivia do empréstimo e dos impostos. Carlos entendeu que desse modo se caminhava para a bancarrota e Cohen, tranquilamente, concordou. A propósito deste tema de conversa, também não houve concordância entre os presentes, sobretudo entre Ega e Alencar. Ega, mostrando o seu sarcasmo, chegou a falar na invasão espanhola, mas Alencar protestou, mostrando-se um verdadeiro patriota e um português à antiga e dizendo que, nesse caso, ainda se dispunha a lutar pelo país.  
Em suma, foi um jantar no qual se saboreou a boa cozinha portuguesa e no qual não faltaram animadas conversas.
No final, surgiu uma discussão entre Ega e Alencar, que teria resultado em pancadaria, se os amigos os não tivesses separado. Contudo, a discussão acabou com os dois a apertarem as mãos. Os nossos parabéns ao homenageado deste convívio entre a nossa elite portuguesa.

Carlos Miguel, 11º E1




Os Resumos dos Maias não Substituem a sua Leitura

Carta de Recomendação



Olá Carolina,



Tout est bien avec vous? (Está tudo bem contigo?). Não estranhes eu escrever em francês, mas este ano, na escola, em português, lemos “Os Maias”.  
Eu sei, eu sei o que estás a pensar: “ah, esse livro que é super chato, que tem mais ou menos uma 1000 páginas e metade delas são descrições e a história é sobre dois irmãos que dormem juntos…”. Mas, como tua amiga, começo já por dizer que esse pensamento está completamente errado, esse e todos aqueles semelhantes a esse. Nesta obra de Eça de Queirós, são tratados vários assuntos que podemos relacionar com a atualidade e que vão mais além da história de amor dos dois irmãos, mas sem ser muito aborrecida. Vou explicar-te melhor. Eça, nesta obra, aborda temas como a educação. A propósito deste tema, quando leres o livro, irás perceber melhor o quão a educação influencia a sociedade e a vida da própria pessoa. Algo que eu achei bastante interessante foi que todas as personagens têm a sua própria característica, são todas diferentes e ao mesmo tempo iguais.
Eu conheço-te muito bem e sei que achas bastante maçadoras este tipo de obras, mas pensa assim: todas as descrições ajudam a perceber a história, e é bastante importante que leias o livro em vez de o trocares por resumos e filmes. É óbvio que esses ajudam, mas só depois de leres todo o livro.
Espero que gostes do livro e que te tenha ajudado com a motivação.
Au revoir,
et bonne chance avec la lecture



Beatriz Amoroso, 11º C1



Carta de Pedro da Maia a Afonso da Maia

Querido pai

            Gostava de me poder despedir de ti com dignidade, por exemplo partindo numa viagem para a América, mas sou fraco demais! Eu quero que as coisas corram sempre à minha maneira e, quando isso não acontece, deixo-me sucumbir e tenho dificuldade em levantar-me. Falta-me o amor da mãe, que partiu já há alguns anos… Gostava de a ter aqui… Seria tudo muito mais fácil, pois ela era o meu porto de abrigo… Sinto tanto a falta dela! Mas isso hoje acaba, porque vou ao encontro dela e ficarei com ela no paraíso, junto de Deus, num lugar onde não existe maldade, traição, mentira ou deslealdade.
A partir de hoje, já não tens que te envergonhar mais da minha existência, por eu ser a vergonha da família, aquele que ousou desafiar o pai e partiu com aquela a quem davam o nome depreciativo de “negreira”.
Gostava de não te ter contrariado, de ter sido o teu filho bem-amado! Devia ter-te dado ouvidos, pois sabes mais da vida do que eu! Se o tivesse feito, não estaria, agora, a sofrer desta maneira. Devia ter crescido forte, como tu, mas a minha mãe não o permitiu, pensando que, assim, afastaria de mim os males do mundo, como se fosse possível resguardar-me numa redoma protetora.
Se alguma vez encontrares Maria, diz-lhe que cometeu o seu maior erro… E diz à mais pequena que a amo… Agora, pai, quero-te pedir que cuides do meu Carlos, o meu único filho. Dá-lhe uma educação rija, forte, de maneira a superar qualquer obstáculo. Essa educação eu nunca saberia dar-lha, por isso parta descansado, deixando-o ao teu cuidado.
Despeço-me de ti com muito amor, sabendo que conseguirás superar mais esta dor, porque tens o teu neto amado, que irá crescer junto de ti com muito vigor.

Do teu filho que te ama muito
Pedro da Maia


Elvira Virlan, 11º E 1






Mensagem da Madame Gouvarinho a Carlos


Carlos,

Já perdi a conta às mensagens que te enviei, mas tu deixas-me sempre aqui no vazio, sozinha. Tu abandonaste-me! Já correm boatos acerca do teu caso com aquela Maria Eduarda, a brasileira, ou melhor, a notável "negreira". Tu trocaste-me por ela, foi isso que tu fizeste. Mas, Carlos, eu posso-te dar uma vida melhor, nós podemos fugir! Não me abandones, eu não aguento mais o Conde. Carlos, vamos fugir os dois, só os dois. Fico à  espera da tua resposta.
Sempre tua
condessa do teu coração?



Rafaela Dias, 11º E1

















A MINHA CIDADE

A MINHA CIDADE


Oito da manhã, a rotina começa,
 nas pastelarias onde se bebe o café,
Para o trabalho à pressa,
Vão as pessoas acelerando o pé.

Ao subir, vejo lojas ainda por abrir,
Vejo um jardim com flores a florir,
Os 151 acompanham a minha subida
E vejo um rapaz atrasado na corrida.

No cimo da Avenida uma escola primária,
Ao de cima vem a memória,
Das minhas brincadeiras de criança, melodiosa ária,
Que me faz recordar toda a minha história.

E, já cansado, encontro a minha energia
Numa igreja enorme e branca
Volto a descer e o lago lembra uma analogia
Com o Sol que brilha e pela rua avança.

E é o Cacém, no meio da contestação,
No meio de tanto confusão,
Mas é a minha cidade e será, sim,
Aquela que ficará na minha memória até ao fim.

Embora associado a assaltos e a má população,
O Cacém muda o cidadão, dá sentido à vida,
Esta pode parecer uma afirmação colorida,
Mas o Cacém está para ficar e esta poesia o prova.







Diogo Alves, 11º E 1




segunda-feira, 30 de maio de 2016

SMS de Ega ao Cohen





Cohen

Gostaria de esclarecer tudo acerca do suposto relacionamento, que tu dizes ter descoberto entre mim e a tua amada esposa. 
Portanto, só para começar, devo-te informar que isto tudo não passa de um mal-entendido, pois eu nunca tive ou terei qualquer relacionamento com a tua esposa. Aliás, oh Cohen, como é que, sequer, poderias pensar que  alguma vez eu poderia ser desleal contigo?
No entanto, se tiveres alguma dúvida ou continuares com essa tua ideia ridícula, podemos resolver tudo isto num duelo, no Rossio, à hora que desejares.


Lucas Vicente, 11º C1

Bairro Laranja do Cacém



Um Bairro Apelativo


Prédios laranja caranguejo,
Pátios mármore de cor singela,
Dois pombos namoram no telhado
Quando uma mulher sai a passear a cadela.


Bairro calmo e pacífico,
Ao longe lá se avista o campo,
O gado pasta devagarinho,
Com o moço atrás que o vem guardado.


Já passava do meio-dia,
E a rua andava deserta,
Não pelos calores que fazia
Mas pelo domingo em sesta.


Bairro laranja do Cacém
Um pontinho imaculado,
Que lentamente cresce
Num ponto mais elevado.

Diogo Henriques


11º C1